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Mostrando postagens de setembro, 2014

Já não tem mais muita cobra como um tempo

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Fazia mais de oito meses que não encontrava Gilson Vieira durante minhas remadas no Vale do Assu. Como a maioria dos pescadores locais, Gilson não faz exceção ao costume de não se afastar muito das cercanias quando vai pescar. Cada pescador, que se preocupa apenas com a subsistência de sua família, tem uns locais preferidos para se apoitar e jogar a isca não muito longe de sua casa ou da vila onde mora. Com sua canoinha, ele rema até um desses locais e, quando fica satisfeito da pescaria, pode voltar para casa rapidamente. Dois ou mais pescadores que se afastam da vila e arrancham umas noites ou umas semanas longe de suas moradias, geralmente vendem o peixe que pescam, quase sempre para atravessadores, que levam o pescado em canoas motorizadas para as feiras da região. Para conservar o peixe até a chegada dos compradores, os pescadores o guardam em caixas de isopor ou salgado no sol, dependendo da espécie. Outro dia, acordei na Ilha Grande de São Rafael um pouco mais tarde ...