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Mostrando postagens de maio, 2012

A viagem de Roeloff Baro ao sertão do RN em 1647

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No período que vai de 1633 a 1654, o território da Capitania do Rio Grande esteve sob domínio holandês, gerenciado pela Companhia das Índias Ocidentais. A abundância de gado, açúcar, farinha e peixe, além da importância da costa atlântica do Rio Grande, certamente foram motivos que levaram à tomada desse território, dentro do plano mais geral de conquista das fontes produtoras do açúcar traçado pelos batavos. Esse período é visto, pela historiografia clássica norterriograndense, como um tempo de muita devastação, roubos, saques, mortes e violência. Ressaltemos, a propósito, a construção de uma figura tida como aterradora e sanguinária nessa historiografia, a de Jacob Rabe, um truculento orientado, nas palavras de Luís da Câmara Cascudo. No fim da década de 1640, todavia, os pilares que sustentavam a presença holandesa nos trópicos começam a apresentar sinais de fragilidade. Nesse cenário de convulsões e alvoroços aconteceram os conhecidos massacres de Cunhaú e Uruaçu, incitados sob o c...

Mocó

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A sagacidade e o olfato aguçado, que lhe permite pressentir a presença do homem a longas distâncias, são as principais armas defensivas do mocó, perseguido para fins de pesquisa por ser hospedeiro natural do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. Mocó é um pequeno mamífero roedor, da família dos cavídeos, gênero Kerodon, encontrado no Nordeste brasileiro. Tem pelagem cinzenta no dorso e ventre amarelado. A espécie K. rupestris, semelhante ao preá e pouco maior que ele, habita as regiões descampadas e pedregosas da caatinga. Seu peso de adulto é em média 800 g. Os mocós dessa espécie passam a maior parte do tempo em tocas, locais em que abrigam barbeiros (Triatoma) insetos transmissores da doença de Chagas. Mesmo assim o pequeno roedor, herbívoro, típico das regiões rochosas do semi-árido do Nordeste do Brasil, é usado na alimentação humana como fonte de proteína animal, especialmente em períodos de seca, o que tem levado os pesquisadores a estudarem a viabilidade econômica de...

Garça Açu

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A garça-branca-grande (Ardea alba, sinônimo Casmerodius albus), também conhecida apenas como garça-branca, é uma ave da ordem Pelecaniformes. É comum à beira dos lagos, rios e banhados. Foi muito caçada para a retirada de egretas - penas especiais que se formam no período reprodutivo - para a indústria de chapéus para mulheres. Pode ser confundida com a garça-branca-pequena (Egretta Thula). Características Mede cerca de 90 centímetros. Seu corpo é completamente branco. É facilmente identificada pelas longas pernas e pescoço, característica dos membros da família. O bico é longo e amarelado, e as pernas e dedos pretas. Apresenta enormes egretes(penas especiais que se formam no período reprodutivo). A íris é amarela. Muitas pessoas pensam que a garça-branca-pequena (Egretta thula) é o filhote da garça-branca-grande, porém trata-se de uma espécie a parte que difere da última por apresentar a ponta do bico e as pernas escuras enquanto a base do bico e os pés são amarelados, sendo também me...

Guia de plantas visitadas por abelhas na caatinga

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O “Guia de plantas da caatinga visitadas por abelhas” insere-se nos objetivos do Projeto “De Olho na Água” como parte das ações integradas e participativas, fundamentadas em pesquisas científicas e na aplicação de técnicas ecossustentáveis. A longo prazo, o manejo de abelhas nativas tem um propósito maior além da geração de renda suplementar que a produção de mel pode proporcionar. O ganho maior é a conservação da flora nativa, que tem nesses polinizadores um dos vetores mais importantes para a manutenção da qualidade dos ecossistemas e, consequentemente, da qualidade de vida de todas as espécies. Patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, o Projeto “De Olho na Água” apresenta esse Guia como o resultado da articulação entre o saber científico e a prática sustentável dos recursos naturais. Daí sua importância num momento crucial em que a humanidade discute em fóruns internacionals a necessidade de um novo paradigma na relação do homem com a natureza. A escolha ...