A viagem de Roeloff Baro ao sertão do RN em 1647
No período que vai de 1633 a 1654, o território da Capitania do Rio Grande esteve sob domínio holandês, gerenciado pela Companhia das Índias Ocidentais. A abundância de gado, açúcar, farinha e peixe, além da importância da costa atlântica do Rio Grande, certamente foram motivos que levaram à tomada desse território, dentro do plano mais geral de conquista das fontes produtoras do açúcar traçado pelos batavos. Esse período é visto, pela historiografia clássica norterriograndense, como um tempo de muita devastação, roubos, saques, mortes e violência. Ressaltemos, a propósito, a construção de uma figura tida como aterradora e sanguinária nessa historiografia, a de Jacob Rabe, um truculento orientado, nas palavras de Luís da Câmara Cascudo. No fim da década de 1640, todavia, os pilares que sustentavam a presença holandesa nos trópicos começam a apresentar sinais de fragilidade. Nesse cenário de convulsões e alvoroços aconteceram os conhecidos massacres de Cunhaú e Uruaçu, incitados sob o c...