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A viagem de Roeloff Baro ao sertão do RN em 1647

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No período que vai de 1633 a 1654, o território da Capitania do Rio Grande esteve sob domínio holandês, gerenciado pela Companhia das Índias Ocidentais. A abundância de gado, açúcar, farinha e peixe, além da importância da costa atlântica do Rio Grande, certamente foram motivos que levaram à tomada desse território, dentro do plano mais geral de conquista das fontes produtoras do açúcar traçado pelos batavos. Esse período é visto, pela historiografia clássica norterriograndense, como um tempo de muita devastação, roubos, saques, mortes e violência. Ressaltemos, a propósito, a construção de uma figura tida como aterradora e sanguinária nessa historiografia, a de Jacob Rabe, um truculento orientado, nas palavras de Luís da Câmara Cascudo. No fim da década de 1640, todavia, os pilares que sustentavam a presença holandesa nos trópicos começam a apresentar sinais de fragilidade. Nesse cenário de convulsões e alvoroços aconteceram os conhecidos massacres de Cunhaú e Uruaçu, incitados sob o c...

Mocó

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A sagacidade e o olfato aguçado, que lhe permite pressentir a presença do homem a longas distâncias, são as principais armas defensivas do mocó, perseguido para fins de pesquisa por ser hospedeiro natural do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. Mocó é um pequeno mamífero roedor, da família dos cavídeos, gênero Kerodon, encontrado no Nordeste brasileiro. Tem pelagem cinzenta no dorso e ventre amarelado. A espécie K. rupestris, semelhante ao preá e pouco maior que ele, habita as regiões descampadas e pedregosas da caatinga. Seu peso de adulto é em média 800 g. Os mocós dessa espécie passam a maior parte do tempo em tocas, locais em que abrigam barbeiros (Triatoma) insetos transmissores da doença de Chagas. Mesmo assim o pequeno roedor, herbívoro, típico das regiões rochosas do semi-árido do Nordeste do Brasil, é usado na alimentação humana como fonte de proteína animal, especialmente em períodos de seca, o que tem levado os pesquisadores a estudarem a viabilidade econômica de...

Garça Açu

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A garça-branca-grande (Ardea alba, sinônimo Casmerodius albus), também conhecida apenas como garça-branca, é uma ave da ordem Pelecaniformes. É comum à beira dos lagos, rios e banhados. Foi muito caçada para a retirada de egretas - penas especiais que se formam no período reprodutivo - para a indústria de chapéus para mulheres. Pode ser confundida com a garça-branca-pequena (Egretta Thula). Características Mede cerca de 90 centímetros. Seu corpo é completamente branco. É facilmente identificada pelas longas pernas e pescoço, característica dos membros da família. O bico é longo e amarelado, e as pernas e dedos pretas. Apresenta enormes egretes(penas especiais que se formam no período reprodutivo). A íris é amarela. Muitas pessoas pensam que a garça-branca-pequena (Egretta thula) é o filhote da garça-branca-grande, porém trata-se de uma espécie a parte que difere da última por apresentar a ponta do bico e as pernas escuras enquanto a base do bico e os pés são amarelados, sendo também me...

Guia de plantas visitadas por abelhas na caatinga

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O “Guia de plantas da caatinga visitadas por abelhas” insere-se nos objetivos do Projeto “De Olho na Água” como parte das ações integradas e participativas, fundamentadas em pesquisas científicas e na aplicação de técnicas ecossustentáveis. A longo prazo, o manejo de abelhas nativas tem um propósito maior além da geração de renda suplementar que a produção de mel pode proporcionar. O ganho maior é a conservação da flora nativa, que tem nesses polinizadores um dos vetores mais importantes para a manutenção da qualidade dos ecossistemas e, consequentemente, da qualidade de vida de todas as espécies. Patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, o Projeto “De Olho na Água” apresenta esse Guia como o resultado da articulação entre o saber científico e a prática sustentável dos recursos naturais. Daí sua importância num momento crucial em que a humanidade discute em fóruns internacionals a necessidade de um novo paradigma na relação do homem com a natureza. A escolha ...

Expedição Lua Cheia - Maio de 2012

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Vamos penetrar no mais original e autentico ecossistema do Rio Grande do Norte, a Caatinga do Vale do Açu, navegando nas águas do maior rio da região, que desde a pré-história foi berço natural da civilização humana no Nordeste brasileiro e sul-americano. Eis um programa ideal para quem procura realizar uma aventura na Natureza num ritmo tranquilo e em total harmonia com o meio ambiente. A bordo das canoas IGARUANA vamos descobrindo as belezas da flora e da fauna sertaneja do Vale do Açu, vivenciando uma experiência única e inesquecível. Do Sítio Araras, ponto de saída das nossas expedições, vamos remando até a região de São Rafael, conhecendo alguns afluentes do rio Piranhas/Açu, como o Catinga e o Serra Branca, acampando em ilhas e outros bonitos recantos deste sertão nordestino alagado; vamos sulcar as águas sobre a antiga cidade submersa de São Rafael, cuja torre da igreja se erguia no meio do rio até dezembro de 2010. Percorreremos em média uns 20 km por dia. No terceiro dia, semp...

Lua Cheia no sertão

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Lua cheia em dobro no mês de Agosto de 2012! Lua cheia dia 2 e de novo no dia 31. As datas melhores para uma expediçao Lua Cheia no mês de agosto são: - de 30/jul a 3/ago - de 28/ago a 1/set A data boa para uma expedição Lua Cheia no mês de Maio de 2012: de 4 a 8 com saída de Pipa no dia 3. A escolha da data proposta é feita considerando o dia de Lua cheia mesmo, sendo melhor que seja 0 3º ou 4º dia da expedição, e a possibilidade de encaixar uma visita á Feira livre de São Rafael, toda segunda-feira.

Leitura Reflexiva da Viagem ao País dos Tapuias

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Leitura Reflexiva da Viagem ao País dos Tapuias de James Emanuel de Albuquerque Monografia de graduação apresentada ao Programa de Graduação em História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em História. Este exemplar corresponde à redação final da monografia de bacharelado defendida e aprovada pela comissão julgadora em 2002. Este trabalho tem como objetivo produzir uma leitura reflexiva da “Viagem ao país dos tapuias”, documento gerado pela administração do Brasil Holandês (1647). A partir de procedimentos teóricos metodológicos relativos as possibilidades de análises críticas de textos históricos, procuramos abordar um dos processos históricos constitutivos das experiências indígenas no Brasil Colonial do século XVII. Um documento interessante que aponta para a necessidade da releitura de documentos coloniais que produza um “renovado retrato da participação das populações indígenas diante do avanço dos europeus”. Dow...