sábado, 23 de setembro de 2017

Pequeno dicionário náutico

Foto de Jack d'Emilia

O dicionário náutico é bem extenso. Para não se perder nos termos, confira aqui um guia que explica alguns dos termos mais utilizados no universo das embarcações e transportes marítimos: 


A

A RÉ

Significa: ATRÁS. Por exemplo, se um objeto estiver mais para a popa do que outro se diz que ele está Ante-a-Ré (AAR) dele.

A VANTE

Significa: FRENTE. Por exemplo, se um objeto estiver mais para a proa do que outro se diz que ele está Ante-a-Vante (AAV) dele.

ABICADA

Embarcação encontra-se abicada quando navega com a proa baixa, ou seja, calado a vante maior que calado a ré.

ADERNAR

É a inclinação para um dos bordos da embarcação e é medida em graus, o mesmo que banda.

ADRIÇA

Cabo utilizado para içar as velas e a Bandeira.

ADUCHAR O CABO

Amarrar bem um cabo.

ALAR O CABO

É o ato de puxar um cabo.

ALHETA

Ponto na embarcação entre o través e a popa.

AMADOR

Todo aquele com habilitação certificada pela Autoridade Marítima para operar embarcações de esporte e/ou recreio, em caráter não profissional.

AMARRA

Cabo ou corrente que liga o ferro à embarcação.

AMURA

Parte do barco entre o través e a proa, o mesmo que bochechas.

ÂNCORA

Comumente chamada de ferro, é utilizada para fundear o barco.

ÂNCORA ALMIRANTADO

Embora não seja a mais leve nem a mais fácil de ser estivada, esta âncora é muito eficiente em circunstâncias extremamente desfavoráveis de mar e vento. É o ferro tradicional, contém dois braços e cepo perpendicular, que facilita o unhar do ferro no fundo.

ÂNCORA COGUMELO

É a mais usada em amarrações fixas, e, sendo pesada, é eficiente em fundo de lama. Usada pela Marinha do Brasil para fundear bóias de sinalização.

ÂNCORA FATEIXA

Âncora de 4 a 5 patas, boa para ser usada em fundo de pedra, de fácil armazenamento é indicada para barcos pequenos, infláveis e etc.

ÂNCORA GARATEIA

Também chamado de busca-vidas, é uma fateixa sem patas, usada para rocegar, isto é, procurar objetos perdidos no fundo, como âncoras, amarras, motores de popa e etc.

ANCORADOURO

Lugar relativamente abrigado de vento e correnteza, próprio para a fundeio de embarcações.

ANCOROTE

Ferro pequeno utilizado em barcos menores, ou ainda, para algumas manobras.

ANETE

Argola da haste do ferro para fixação da amarra.

APITO CURTO

Conforme o (RIPEAM – Regra 32-b), apito curto significa um som de duração aproximada de 1 segundo.

APITO LONGO

Conforme o (RIPEAM – Regra 32-b), apito longo significa um som de duração aproximada de 4 a 6 segundos.

ÁREAS DE NAVEGAÇÃO

São as áreas onde uma embarcação empreende uma singradura ou navegação, e são dividas em mar aberto e interior.

ARQUEAÇÃO

É a expressão do tamanho total da embarcação, determinada em função do volume de todos os espaços fechados. Apenas as embarcações com comprimento maior ou igual a 24 metros deverão ser arqueadas.

ARRAIS AMADOR

O Arrais Amador é a pessoa maior de 18 anos habilitada pela Autoridade Marítima a conduzir embarcações nos limites da navegação interior, estabelecidos pela Capitania dos Portos em cada local.

ARRIAR O CABO

Soltar um cabo aos poucos.

ARRIBAR

Afastar a proa do vento.

AVISO AOS NAVEGANTES

Divulgados pela DHN informam as alterações ocorridas nas áreas marítimas, fluviais e lacustres, do Brasil e de países estrangeiros, que afetam a segurança da navegação e outras ocorrências pertinentes à segurança da navegação.



B

BADE

Abreviatura de Boletim de Atualização de Embarcações.

BALIZAMENTO

É o conjunto de sinais fixos e flutuantes, cegos e luminosos, que demarcam os canais de acesso, áreas de manobra, bacias de evolução e água seguras e indicam os perigos à navegação, nos portos e seus acessos, baías, rios, lagos e lagoas.

BALIZAS

São sinais visuais cegos, constituídos por hastes de ferro, concreto ou mesmo de madeira, de altura adequada às condições locais, fixadas, normalmente, sobre pedras isoladas, bancos, ou recifes e destinam-se a fornecer indicações ao navegante durante o período diurno.

BANDA

É a inclinação para um dos bordos da embarcação e é medida em graus, o mesmo que adernar.

BANZEIRO

Ondas provocadas pelo deslocamento de embarcações, também chamado de mareta.

BARCO

Toda construção feita de madeira, ferro, aço, fibra de vidro, alumínio, ou da combinação desses e outros materiais que flutua, sendo especificamente destinada a transportar pela água, pessoas ou coisas.

BARLAVENTO

É a direção de onde vem o vento, oposto a sotavento.

BARÔMETRO

Aparelho que mede a pressão atmosférica. Normalmente quando o ar está aquecido e o barômetro desce é sinal de chuva, como regra geral, barômetro em ascensão significa bom tempo e em queda significa tempo ruim.

BCEM

Abreviatura de Boletim de Cadastramento de Embarcação Miúda.

BICO DE PROA

Parte extrema da proa de uma embarcação.

BITOLA

É o diâmetro de um cabo.

BOCA

É a maior largura de uma embarcação.

BOCHECHAS

Parte do barco entre o través e a proa, o mesmo que amura.

BÓIA DE ARINQUE

Bóia amarrada a um cabo, denominado de cabo de arinque, presa à cruz do ferro.

BÓIAS

São corpos flutuantes, de dimensões, formas e cores definidas, fundeadas por amarras, ferros ou poitas, em locais previamente determinados.Podem ser luminosas, quando providas de aparelho de luz, ou cegas, destinando-se, respectivamente, a orientar a navegação de dia e de noite, ou apenas no período diurno.

BOLINA

Lâmina de ferro, madeira, fibra ou chumbo, presa à quilha e que evita o deslocamento lateral da embarcação de vela.

BOMBORDO

Ë o lado esquerdo da embarcação para quem olha para a proa.

BORDA-FALSA

É o parapeito do navio no convés a fim de proteger as pessoas e o material evitando que caiam no mar.

BORDA LIVRE

É a distância entre a linha d’água até a borda.

BORDOS

São os lados de uma embarcação.

BORESTE

É o lado direito da embarcação para quem olha para a proa.

BRANDAIS

São os cabos que sustentam o mastro no sentido da borda do barco.

BÚSSOLA

Bússola, agulha magnética ou simplesmente agulha, é um instrumento de medida de direções, sua presença em embarcações amadoras é mandatória, exceção feita, é claro, as embarcações miúdas.



C

CABECEIO

Cabeceio é o movimento de oscilação horizontal no sentido proa-popa quando a embarcação navega com ondas de frente e de lado.

CABEÇO

Estrutura de ferro maciça, encravada no cais, ou aos pares, junto à amurada da embarcação, destinada a agüentar as voltas dos cabos de amarração.

CABOS

São as cordas de um barco. Os velhos cabos de fibras vegetais, sisal, linho, algodão e outros, usados antigamente, foram substituídos pelos de fibras sintéticas que, embora sejam mais caros, tem maior durabilidade, pois não apodrecem, além de terem uma resistência à tração cerca de 6 vezes maior.

CADASTE

Peça semelhante à roda de proa, constituindo o extremo da embarcação a ré.

CALADO

É a altura entre a linha d’água até uma linha horizontal que passa pela quilha da embarcação.

CAMBAR

Virar de bordo.

CANA DE LEME

Parte do aparelho de governo da embarcação, peça que o piloteiro segura.

CAPITANIA DOS PORTOS

É o órgão responsável em fiscalizar o tráfego aquaviário nos aspectos relativos à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição ambiental, bem como o estabelecimento de normas e procedimentos relativos à área sob sua jurisdição.

CAPITÃO AMADOR

O Capitão Amador é a pessoa maior de 18 anos habilitada pela Autoridade Marítima a conduzir embarcações em navegação oceânica.

CARENA

É a parte do casco abaixo da linha d’água.

CARTA N° 12.000

A Carta N° 12.000 – INT 1 – Símbolos, Abreviaturas e Termos é uma publicação náutica obrigatória é contém todos os símbolos, abreviaturas e termos utilizados tanto nas cartas nacionais como nas internacionais.

CARTA NÁUTICA

É a representação gráfica sobre uma superfície plana de áreas oceânicas, mares, baías, rios, canais, lagos, lagoas, ou qualquer outra massa d’água navegável e que se destinam a servir de base à navegação; são geralmente construídas na Projeção de Mercator e representam inclusive os acidentes terrestres e submarinos.

CASCO

É o corpo da embarcação sem a mastreação, aparelhos, acessórios, motores ou qualquer outro arranjo. O casco não possui uma forma geométrica definida sendo a sua principal característica ter um plano de simetria. Da forma adequada do casco dependem as qualidades náuticas de um barco: resistência mínima a propulsão; mobilidade e estabilidade.

CATAVENTO

Engenhoca que indica a direção e a velocidade do vento.

CATURRAR

Balanço longitudinal de proa a popa quando navegando com ondas de frente.

CAVERNAS

São as costelas da embarcação, presas a quilha, que permitem dar forma ao casco. A caverna principal é chamada de caverna mestra e é geralmente localizada na boca máxima da embarcação. O conjunto das cavernas é chamado de cavername.

CHA

Abreviatura de Carteira de Habilitação de Amador.

COCAS

Pequenas torções nos cabos.

COMANDANTE

Também denominado Arrais, Mestre ou Capitão, é a designação genérica do tripulante que comanda a embarcação. É o responsável por tudo o que diz respeito à embarcação, por seus tripulantes e pelas demais pessoas a bordo.

COMPRIMENTO

Medida de proa à popa, ou de roda a roda.

COMPRIMENTO DE ARQUEAÇÃO



É a medida de proa a popa, dentro da embarcação e fornece a capacidade de armazenamento do barco.

COMPRIMENTO DE RODA A RODA

É o comprimento total do casco, excluídos eventuais suplementos, como motor de rabeta, plataformas, pranchas.

CONTORNO

É a medida de um bordo ao outro passando pela quilha, sem contar a bolina, no caso de embarcação de vela.

CONVÉS

Qualquer dos pavimentos a bordo.

CORRENTE DE MARÉ

É o movimento horizontal da massa líquida em função das atrações da Lua e do Sol sobre a Terra.

COSTADO

É a parte do casco acima da linha d’água.

CROQUE

Haste com gancho curvo para auxiliar nas manobras de atracação, resgate de bóias, etc.

CUNHO

Peça de metal ou plástico que se fixa na amurada da embarcação ou nos lugares por onde possam passar cabos para amarração das espias.



D

DERRABADA

Embarcação encontra-se derrabada quando navega com a proa alta, ou seja, calado a vante menor que calado a ré.

DESBOLINAR O CABO

Tirar as cocas do cabo.

DESLOCAMENTO

É o peso da água que a embarcação desloca navegando em águas tranquilas. O deslocamento é expresso normalmente em toneladas.

DGPS

O DGPS ou GPS diferencial é um módulo de correção de posicionamento que baseado em satélites terrestres, é cerca de 10 vezes mais preciso que o GPS.

DINGUE

Pequeno barco utilizado para emergências.

DIREÇÃO RELATIVA

As direções são sempre informadas(ou informadas) com três dígitos usando zeros se necessário: 35° quer dizer zero-três-cinco (035°) relativos.

DIRETORIA DE HIDROGRAFIA E NAVEGAÇÃO

A Diretoria de Hidrografia e Navegação – DHN é responsável pelas publicações náuticas, como: roteiros, tábua das marés, cartas náuticas e principalmente pelo edição do Aviso aos Navegantes.

DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS

A Diretoria de Portos e Costas – DPC, tem a função de estabelecer as normas de tráfego e permanência nas águas nacionais para as embarcações de esporte e/ou recreio.

DPEM

É o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas.

DRACONES

Dispositivos de plástico ou borracha, que transportam líquidos de forma submersa.

DVC

Dentro dos limites de Visibilidade da Costa.



E

ECOBATÍMETRO

O ecobatímetro, ecossonda, sonda é um aparelho eletrônico utilizado para determinar a profundidade através de um sinal eletroacústico.

EMBARCAÇÃO

Qualquer construção, inclusive as plataformas flutuantes e as fixas quando rebocadas, sujeita à inscrição na Autoridade Marítima e suscetível de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando pessoas ou cargas.

EMBARCAÇÃO AUXILIAR

É a embarcação miúda que é utilizada como apoio de outra embarcação, com ou sem motor de popa e neste caso não excedendo a 30 HP, possuindo o mesmo nome pintado em ambos os costados e o mesmo número da inscrição, pintado na popa, da embarcação a que pertence.

EMBARCAÇÃO DE ESPORTE E/OU RECREIO

Embarcação com finalidade de recreação e lazer.

EMBARCAÇÃO DE GRANDE PORTE

Também conhecida como iate, é a embarcação com comprimento igual ou  superior a 24 metros.

EMBARCAÇÃO DE MÉDIO PORTE

Embarcação com comprimento inferior a 24 metros, exceto as miúdas.

EMBARCAÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA

É o meio coletivo de abandono de embarcação ou plataforma marítima em perigo, capaz de preservar a vida de pessoas durante um certo período, enquanto aguarda socorro. São consideradas embarcações de sobrevivência as embarcações salva-vidas, as balsas salva-vidas e os botes orgânicos de abandono

EMBARCAÇÃO MIÚDA

Embarcação com comprimento inferior ou igual a 5 metros; ou com comprimento superior a 5 metros que apresentem as seguintes características: convés aberto; convés fechado, mas sem cabine habitável e sem propulsão mecânica fixa e que, caso utilizem motor de popa, este não exceda 30 HP. Considera-se cabine habitável aquela com condições de habitabilidade.

EPIRB

Aparelho emissor de sinais contínuos em determinada frequência para localização em caso de acidentes marítimos que necessitem de busca e localização.

ESCALA BEAUFORT

A escala Beaufort foi criada pelo almirante britânico Sir Francis Beaufort em 1805 e estabelece uma correlação entre a velocidade do vento e o estado do mar.

ESCALER

Pequeno barco para emergências, o mesmo que dingue.

ESCOVÉM

Abertura no costado por onde passa a amarra da âncora.

ESCOTILHAS

Abertura feita num convés para passagem de ar, luz, pessoal ou carga.

ESPIAS

Cabos de atracação do barco, podendo ser chamados de lançantes, espringues e través, dependendo do ponto de amarração na embarcação.

ESPRINGUES

De acordo com seu posicionamento em relação à embarcação as espias são denominadas de lançantes, espringues ou traveses. O espringue de proa serve para evitar que a embarcação caia a vante e o espringue de popa serve para evitar que a embarcação caia a ré.

ESTAIS

Cabos de aço que sustentam o mastro no sentido proa a popa.



F

FAINAS

Determinados trabalhos na embarcação que envolve a maioria da tripulação, por exemplo: fainas de atracação.

FERRO

Utilizada para fundear o barco, o mesmo que âncora

FILAME

É a porção da amarra colocada para fora do barco quando do lançamento do ferro.

FISHFINDER

Aparelho eletrônico que indica a presença de cardumes de peixes, velocidade, temperatura da água, alarme de raso, perfil e tipo de fundo.



G

GAIÚTAS

Armação metálica ou de madeira, geralmente em forma de telhado de duas águas, envidraçada com que se cobrem as escotilhas destinadas à entrada de luz e ar para o interior da embarcação.

GARRAR

Quando a âncora está sendo arrastada pelo barco, costuma-se dizer que a embarcação está garrando.

GPS

É um receptor de sinais de rádio enviados pela rede de satélites GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global), mantido pelo Ministério de Defesa dos Estados Unidos. Com o GPS você registra sua posição (latitude e longitude), as velocidades instantânea e média do barco, o rumo, à distância entre coordenadas e etc. Alguns modelos ainda dispõem de alarmes que avisam se a âncora soltou e a embarcação está sendo arrastada pela correnteza.



H

HABILITAÇÃO NÁUTICA

Documento que habilita o amador por meio da Carteira de Habilitação de Amador (CHA) e cadastra no Sistema Informatizado de Cadastro do Pessoal Amador (SISAMA), conforme a categoria do mesmo. A habilitação náutica tem validade em todo o território nacional.

HÉLICE

O hélice é uma estrutura metálica, que possui pás e serve para movimentar a embarcação através de seu próprio giro, acoplado através de um eixo longitudinal a um motor impulsiona a embarcação para avante ou para ré. Em uma embarcação, o hélice atua como leme, pois exerce uma força que resulta no movimento da popa para um dos bordos, dependendo do tipo de giro do hélice.

HIDROJATO

Sistema de propulsão que utiliza uma bomba d’água, com o hélice interno, como no caso de algumas embarcações como o jet ski e o jet boat.

HIGRÔMETRO

Aparelho utilizado para medir a umidade do ar.



I

IATE

É a embarcação com comprimento igual ou superior a 24 metros, também considerada como embarcação de grande porte.

ISOBATIMÉTRICA

Linha de mesma profundidade, apresentada nas cartas náuticas.

ISOFÁSICA

Quando a duração da luz é igual a da obscuridade.



L

LAIS DE GUIA

É um nó muito utilizado a bordo, é dado com presteza e nunca recorre, seu uso é genérico, mas um emprego muito comum é na amarração de bóias.

LAMPEJO

Conforme o (RIPEAM – Regra 34-b-II), lampejo significa uma luz com duração aproximada de 1 segundo, ou quando num mesmo período a duração da luz e menor do que a da obscuridade.

LANÇANTES

De acordo com seu posicionamento em relação à embarcação as espias são denominadas de lançantes, espringues ou traveses. O lançante de proa serve para evitar que a embarcação caia a ré e o lançante de popa serve para evitar que a embarcação caia a vante.

LARGAR O CABO

É o ato de soltar um cabo.

LATITUDE

É o arco de meridiano compreendido entre o Equador e o paralelo do lugar. Conta-se de 0º a 90º para o Norte e para o Sul do Equador.

LATITUDE CRESCIDA

É a deformação excessiva nas altas latitudes, encontrada nas cartas náuticas que utilizam a Projeção de Mercator.

LEME

Estrutura metálica ou de madeira que tem por finalidade dar direção à embarcação e mantê-la nesse rumo determinado. Seu efeito é resultante da ação das águas sobre sua porta sendo assim somente tem efeito quando a embarcação está em movimento ou nos caso de correnteza. Ele é comandado por um timão, por uma roda de leme ou por uma cana de leme.

LESTA

Abreviatura de Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.

LINHA D’ÁGUA

É uma faixa pintada com tinta especial no casco de proa a popa da embarcação.

LONGARINAS

São as peças colocadas de proa a popa na parte interna das cavernas, ligando-se entre si, também são chamadas de longitudinais.

LONGITUDE

É o arco do Equador, ou o ângulo no Pólo, compreendido entre o Meridiano de Greenwich e o Meridiano do lugar. Conta-se de 0º a 180º, para Leste ou para Oeste de Greenwich.

LUZ CIRCULAR

É uma luz contínua, visível num arco de 360°.

LUZ DE ALCANÇADO

É uma luz branca contínua situada tão próximo possível da popa, visível em um setor horizontal de 135°.

LUZ DE BORDO

É uma luz contínua visível que deve apresentar um setor de visibilidade de 112.5°, sendo luz verde a boreste e luz encarnada a bombordo.

LUZ DE MASTRO

É uma luz branca contínua situada sobre a linha de centro do navio, visível em um setor horizontal de 225°.

LUZ DE REBOQUE

É uma luz amarela com as mesmas características da luz de alcançado.



M

MARCAÇÃO RELATIVA

As marcações relativas são medidas como ângulos a partir da proa da embarcação na direção dos ponteiros de um relógio, no sentido horário de 0° a 360° em torno do barco.

MARÉ

É o movimento vertical da massa líquida em função das atrações da Lua e do Sol sobre a Terra.

MAREAR

Sentir enjôo, embrulhado ou ainda regular as velas com a direção do vento.

MARETA

Ondas provocadas pelo deslocamento de embarcações, o mesmo que banzeiro.

MAROLA

Ondulação na superfície do mar.

MATERIAL DE SALVATAGEM

É responsabilidade do Comandante dotar sua embarcação com equipamentos de salvatagem e segurança compatível com a singradura que irá empreender e número de pessoas a bordo, como coletes salva-vidas, bóias salva-vidas, artefatos pirotécnicos, ração e etc.

MEDIANIA

É a linha imaginária que divide o casco longitudinalmente formando os bordos.

MEIA-NAU

É a parte do casco compreendida entre a proa e popa.

MEIO NAVIO

É a região perpendicular ao plano longitudinal do navio e que divide o navio em duas partes: a parte de proa e a parte de popa.

MERIDIANOS

São os círculos máximos que contém os pólos da Terra. Os meridianos marcam a direção Norte – Sul.

MESTRE AMADOR

O Mestre Amador é a pessoa maior de 18 anos habilitada pela Autoridade Marítima a conduzir embarcações nos limites da navegação costeira.

MILHA NÁUTICA

Unidade de distância utilizada na navegação e equivale a 1.852 metros.

MOITÃO

Roldana por onde passam os cabos.

MORDEDOR

Usado para prender cabos.

MOTOR DE CENTRO RABETA

É o motor que fica dentro do barco, geralmente na popa, e a rabeta é presa no espelho de popa. O hélice gira junto com a rabeta e tem o mesmo efeito na manobra que o motor de popa.

MOTOR DE EIXO FIXO

É o motor que fica geralmente próximo ao centro do barco, sendo ligado a um eixo preso na extremidade traseira com um mancal chamado pé de galinha. O leme é independente do hélice.

MOTOR DE POPA

Nesse caso, o conjunto motor e rabeta ficam presos ao espelho de popa do barco. O hélice gira junto com o motor.



N

NAVEGAÇÃO

Navegação é a ciência e a arte de conduzir, com segurança, um navio ou embarcação de um ponto a outro da superfície da Terra.

NAVEGAÇÃO COSTEIRA

É aquela realizada entre portos nacionais e estrangeiros dentro do limite da visibilidade da costa, não excedendo a 20 milhas náuticas.

NAVEGAÇÃO INTERIOR

A navegação interior é dividida em:  Navegação Interior 1 – aquela realizada em águas abrigadas, tais como lagos, lagoas, baías, rios e canais, onde normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas que não apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações e Navegação Interior 2 – aquela realizada em águas parcialmente abrigadas, onde eventualmente sejam observadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais, tais como vento, correnteza ou maré, que dificultem o tráfego das embarcações.

NAVEGAÇÃO OCEÂNICA

Navegação oceânica ou sem restrições (SR), é aquela realizada entre portos nacionais e estrangeiros fora dos limites de visibilidade da costa e sem outros limites estabelecidos.

NAVIO

Navio e nau designam, em geral, embarcações de porte maior, é bastante comum ainda ouvirmos falar de bote, inflável e etc, que apesar de também pertencerem à família das embarcações, são consideradas embarcações miúdas, quase sempre a serviço das maiores e que não tem mais do que 5 metros de comprimento.


Unidade de velocidade utilizada em navegação, 1 nó equivale a 1 milha náutica por hora.

NÓ DE ESCOTA

Usa-se para unir dois cabos de bitola diferente ou para fixar um cabo a um olhal. Não aperta quando molhado.

NÓ DIREITO

É usado para unir dois cabos de igual material e bitola.

NORMAM

Abreviatura de Normas da Autoridade Marítima.

NORMAM 03

A NORMAM 03 decorre do que estabelece a Lei No 9.537, de 11 de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário – LESTA, e do Decreto No 2.596 de 18 de maio de 1998 – RLESTA, que a regulamenta, e tem por propósito estabelecer procedimentos e regras aplicáveis às atividades não comerciais de esporte e recreio e assuntos correlatos, com vistas à Segurança da Navegação, Salvaguarda da Vida Humana e Preservação do Meio Ambiente.



O

OBRAS MORTAS

Tudo acima da linha d’água.

OBRAS VIVAS

Tudo abaixo da linha d’água.

OCULTAÇÃO

Quando num mesmo período a duração da luz é maior do que a da obscuridade.

ODÔMETRO

Aparelho que determina a velocidade da embarcação.

ORÇAR

Velejar contra o vento.



P

PARALELOS

São círculos menores paralelos ao Equador e, portanto, perpendiculares ao Eixo da Terra. Seus raios são sempre menores que o do Equador.

PASSAGEIRO

É todo aquele que é transportado pela embarcação sem estar prestando serviço a bordo.

PÉS

Unidade de medida utilizada para expressar o comprimento da embarcação, 1 pé equivale a 30,48 cm.

PILOTO AUTOMÁTICO

O piloto automático mantém o barco no rumo que você estabeleceu, os mais complexos podem ser interligados ao GPS, que comanda e indica as correções de rumo a serem executadas.

PLOTTER

A tela do plotter mostra uma carta náutica digitalizada da região, facilitando o navegador na hora de traçar a sua rota. Como o plotter trabalha junto com o GPS, você terá as coordenadas precisas de cada ponto marcado em sua rota.

PONTAL

É a distância entre o convés principal e um plano horizontal que passa pela quilha.

POPA

Parte de trás da embarcação.

PORTA

Parte do leme mergulhada na água, o qual quando acionado dá o rumo à embarcação.

PROA

Parte da frente da embarcação.

PROJEÇÃO DE MERCATOR

É a projeção utilizada para representar o Globo Terrestre na maioria das cartas náuticas.

PRUMO DE MÃO

O prumo de mão é um processo prático de determinação de profundidade do que, propriamente, um instrumento. Ele consiste de uma linha com marcas igualmente espaçadas e uma chumbada.



Q

QUILHA

Peça estrutural na embarcação no seu plano inferior, na qual se apóiam as cavernas e os costados.



R

RABETA DUOPROP

Rabeta com dois hélices contra-rotantes no mesmo eixo, eliminado assim o efeito lateral.

RADAR

O radar moderno é simples de operar, compacto e leve. Já existem modelos com tela de cristal líquido e caixa à prova de respingos, adequados para barcos pequenos. Com o radar, você pode descobrir a distância entre o seu barco e outra embarcação ou uma ilha, caso o radar esteja ligado a uma bússola você verá o rumo verdadeiro. Você também pode determinar um círculo de segurança em volta do seu barco, e qualquer objeto que ultrapassar seus limites acionará o alarme.

RÁDIO SSB

O rádio SSB – Single Side Band é usado para comunicação à longa distância. É um equipamento necessário para quem pretende fazer viagens de longo percurso ou navegar afastado da costa.os.

RÁDIO VHF

O VHF – Very High Frequency é o primeiro rádio que se instala em um barco. Sua faixa de freqüências é ideal para comunicações a distâncias curtas e médias, no entanto a transmissão em VHF é limitada, teoricamente, pela distância máxima de 60 milhas. Ao utilizar o rádio VHF, evite ficar atrás de ilhas ou de montanhas altas. O canal internacional de chamada de socorro é o 16, onde a maioria dos clubes costumam fazer escuta.

REFLETOR DE RADAR

Este artefato consiste de lâminas de metal relativamente finas e proporciona um eco aumentando a detecção radar por outros navios e embarcações.

RETINIDA

Cabo com um peso dentro em uma das pontas e serve para ser lançada para terra ou para outra embarcação.

RIPEAM

É o Regulamento Internacional para evitar Abalroamento no Mar, e consiste no conjunto de regras que, tendo a força de lei, prescreve como deveremos conduzir as embarcações na presença de outras, bem como, informá-las de nossas intenções ou ações, por sinais de apito, luzes ou por marcas diurnas, de maneira que possamos desenvolver manobras corretas e seguras, afastando assim o perigo do abalroamento no mar. Surgiu em 1972 e foi adotado em 1977.

RLESTA

É o Decreto que regulamenta a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.

ROCEGAR

Procurar objetos perdidos no fundo do mar, como âncoras, amarras, motores de popa e etc.

RODA DE PROA

Roda de proa ou simplesmente roda, é uma peça robusta que, em prolongamento da quilha, na direção vertical forma o extremo do barco a vante.



S

SAFO

Seguro, em ordem, livre de alguma coisa.

SINAIS CARDINAIS

Indicam ao navegante em que direção à embarcação pode encontrar águas seguras e mais profundas. Não possuem um formato específico que os caracterizem, porém adotam normalmente a forma pilar ou charuto. São sempre pintados com faixas horizontais amarelas e pretas e suas marcas de tope, formadas por cones duplos, são sempre pretas.

SINAIS DE ÁGUAS SEGURAS

Indicam que em torno desses sinais às águas são seguras, porém não sinaliza um perigo. Podem ser usados, por exemplo, como sinal de meio de canal.

SINAIS DE PERIGO ISOLADO

Indicam os perigos isolados, de tamanho limitado, significa também, que as águas em volta desses perigos são navegáveis.

SINAIS ESPECIAIS

Apesar de não terem como principal propósito o auxílio à navegação, os sinais especiais indicam uma área ou característica especial mencionada nos documentos náuticos e normalmente são de importância para a navegação.

SINAIS LATERAIS

Os sinais laterais indicam os lados de boreste e bombordo do caminho a seguir, geralmente são utilizados onde haja bifurcação de canal, para distinguir o canal preferencial.

SISMAT

Abreviatura de Sistema do Material da Marinha Mercante.

SISMIÚDA

Abreviatura de Sistema de Embarcações Miúdas.

SITUAÇÃO DE RODA A RODA

É quando duas embarcações de propulsão mecânica estiverem se aproximando em rumos diretamente opostos, proa com proa, ou quase diretamente opostos, em uma condição que envolva risco de colisão.

SITUAÇÃO DE RUMOS CRUZADOS

É quando duas embarcações a propulsão mecânica navegam em rumos que se cruzam em situação que envolva risco de colisão.

SOBREQUILHA

É uma peça colocada em cima da quilha em todo o seu comprimento, servindo como reforço da estrutura da embarcação.

SOLAS

Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar.

SONDA

A sonda ou ecobatímetro é um aparelho eletrônico utilizado para determinar a profundidade através de um sinal eletroacústico.

SOTAVENTO

Direção por onde sai o vento, oposto a barlavento.



T

TÁBUA DAS MARÉS

É uma publicação náutica anual da Diretoria de Hidrografia e Navegação – DHN que fornece todas as informações sobre alturas da maré nas baixa-mares e preamares, bem como as horas em que elas ocorrem. Isto para todos os dias do ano, nos principais portos do Brasil e em alguns portos estrangeiros.

TERMO DE RESPONSABILIDADE

É o termo onde o proprietário da embarcação assume a responsabilidade pelo cumprimento dos itens de dotação especificados para a sua embarcação e da observância dos requisitos estabelecidos na NORMAM 03.

TESAR O CABO

Esticar o cabo.

TIE

É o Título de Inscrição de Embarcação.

TIMONEIRO

O timoneiro não é necessariamente o Comandante da embarcação. É o tripulante que manobra o leme da embarcação por ordem e responsabilidade do Comandante.

TRAVÉS

Local a meia nau na embarcação, podendo ser a bombordo ou a boreste.

TRAVESES

De acordo com seu posicionamento em relação à embarcação as espias são denominadas de lançantes, espringues ou traveses. Os traveses servem para evitar que a embarcação saia do cais.

TRIM

É a inclinação para uma das extremidades da embarcação, de proa ou de popa.

TRIMADA

A embarcação está trimada quando navegando sem inclinação ou banda para nenhum dos lados, neste caso, o calado a vante e a ré são iguais.

TRIPULANTE

Todo amador ou profissional que exerce funções, embarcado, na operação da embarcação. O tripulante não necessita ser habilitado, desde que suas funções a bordo não o exijam.



U

UNHAR

Quando a âncora se fixa no fundo, dizemos que ela unhou.



V

VAUS

São vigas colocadas de boreste a bombordo em cada caverna.

VELOCIDADE DE CRUZEIRO

É a velocidade onde a embarcação consome menos e, logicamente, tem maior autonomia.

VIGIA

Abertura feita no costado para iluminação e arejamento dos compartimentos.

VOLTA DO ANETE

Usada para ligar o chicote de um cabo ao anete de uma âncora ou bóia.

VOLTA DO FIEL

Usada para fixar cabos em mastros e hastes.

VOLTAS FALIDAS

Usada para fixar as espias em um par de cabeços.

Boletim pluviométrico da inteira temporada de chuvas 2016-2017


Boletim pluviométrico da inteira temporada de chuvas, relativo à estação particular da Base IGARUANA, sediada no Sítio Araras, município de Itajá/RN, no Vale do Assu.
Desde 17 de dezembro de 2016, primeira precipitação da temporada, até a chuvinha simbólica do 7 de setembro de 2017, registramos 756 mm/m², um valor bem superior à media dos últimos anos. 

As maiores precipitações do período foram nos dias:
10 mar ........................ 76,0 mm/m²
22 jul .......................... 72,0 mm/m²
01 mar ........................ 70,0 mm/m²
14 mar ........................ 60,0 mm/m²

Fotografia de Jack d'Emilia

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O Rio dos Cavalos


Contudo a motocicleta de pequena cilindrada, como já comentei em algum meu relato, venha substituindo maciçamente, no Vale do Assu, o uso do cavalo e do jumento, como meios de transporte, carga etc, reparei que na região da Várzea¹, pelas suas características morfológicas, o cavalo continue sendo muito utilizado pelos moradores locais.
Não por nada, um dos braços principais do rio Assu, ao banhar as ribeiras do município de Carnaubais/RN, é conhecido localmente como Rio dos Cavalos².
Nesta foto, um grupo de cavaleiros vadeia o rio nas proximidades da ponte que leva à cidade.


¹
Planície de inundação, ou várzea, é toda a região à margem de um curso d'água que fica inundada durante as cheias. São áreas muito propícias à agricultura devido à fertilidade do solo. Tais áreas se desenvolvem sobre a calha de um vale preenchido por solo aluvionar, sobre o qual os meandros serpenteiam devido à baixa declividade do curso do rio, o qual, em épocas de cheia, extravasa sua margem original e inunda a região adjacente.
As planícies de inundação ocorrem normalmente no baixo curso dos rios, onde o relevo — mais desbastado pela erosão do que à montante — apresenta pequeno gradiente topográfico; em consequência, a energia da corrente fluvial é diminuída e não consegue carregar muito da carga sedimentar do rio, que é depositada, colmatando o vale.  


² A denominação Rio dos Cavalos é antiga, sendo citada por Câmara Cascudo em seu livro "Nomes da Terra", 1968

Fotografia de Jack d'Emilia
(Clique na foto para amplia-la)