Expedição Mesopotâmia 7
8 a 13 de agosto de 2019
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2º dia- Sexta
8 a 13 de agosto de 2019
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2º dia- Sexta
Acordamos cedo, mas acabamos saindo do Campo D só às 8:40h, depois ter
dado uma bela caminhada com Cabeça pelas muitas ilhotas que se formam lá
na frente.
Poucas centenas de metros depois, o rio se abre numa várzea à periferia da cidade de Ipanguaçu e volta a estreitar-se um meio quilometro depois, aproximadamente. Contrariando as tendências, a manhã resultou ser bastante ventosa, contrastando um pouco nossa descida do rio. Rajadas de vento muito violentas tiram a canoa do rumo, geralmente empurrando-a para locais indesejados, como arbustos espinhentos, ou bancos de areia.
Em pé na canoa, tentando manter a embarcação no rumo certo, acabei forçando demais as coisas e o varejão de metal nas minhas mãos simplesmente dobrou-se no meio, cedendo ao contraste oposto pelo vento à correnteza do rio.
Com o varejão inutilizável nas mãos, logo o guardei assim como estava, dobrado no meio, e peguei um dos remos; com uns golpes enérgicos, coloquei a canoa de volta no rumo certo e seguimos pra frente. Estou já acostumado a esses ventos malucos, repentinos e violentos; foi por isso, na verdade, que desisti dos meus experimentos de velejar em canoa no Vale do Assu.
Então, a partir deste segundo dia de aventuras, sem dispor mais do varejão (meu "brinquedo" divertido), voltarei a utilizar exclusivamente o remo como meio de propulsão.
O percurso diário de aproximadamente 12 km é moleza, não tendo obstáculos no meio do caminho, desdobrando-se sinuosamente na várzea, entre uma alta margem do rio e outra.
Duas breves pausas ainda de manhã e depois pausa longa, no meio do caminho, num local bem legal para acampar se quiser, de repente, outra vez.
Lanchamos com doce de banana, rapadura e cacau, mais biscoitos integrais de centeio: uma gostosura.
Às três da tarde, saímos remando devagar e, após outra paradinha, às 16h20 chegamos ao Campo L. Eu disse estar com vontade de fundar uns novos campos, mas não vou escolher um local diferente para pernoitar que não seja tão bom quanto aquele que já conheço.
Encontramos o Campo L limpo e pronto para o uso, assim como o deixamos, com abundante lenha seca à disposição. Acendi logo um fogo pequeno para preparar um chá de gengibre com limão, que tomei sentado na canoa, com os pés na água, ao crepúsculo.
Armado o acampamento, reavivei a chama do fogo e preparei uma bela sopa de legumes (alho, tomate, cenoura, batatinha, coentro, repolho) e na última hora quebrei dentro da sopa dois ovos e misturei bem até obter um caldinho grosso e cremoso.
Depois do jantar, antes de deitar na rede, fiquei mais uma meia horinha na cadeirinha baixa, pensando nisso e naquilo e admirando o Vale do Assu em versão noturna, todo feito de varias tonalidades de silhuetas escuras e o céu num clarão cinza, com a Lua já gigante, quase cheia
Poucas centenas de metros depois, o rio se abre numa várzea à periferia da cidade de Ipanguaçu e volta a estreitar-se um meio quilometro depois, aproximadamente. Contrariando as tendências, a manhã resultou ser bastante ventosa, contrastando um pouco nossa descida do rio. Rajadas de vento muito violentas tiram a canoa do rumo, geralmente empurrando-a para locais indesejados, como arbustos espinhentos, ou bancos de areia.
Em pé na canoa, tentando manter a embarcação no rumo certo, acabei forçando demais as coisas e o varejão de metal nas minhas mãos simplesmente dobrou-se no meio, cedendo ao contraste oposto pelo vento à correnteza do rio.
Com o varejão inutilizável nas mãos, logo o guardei assim como estava, dobrado no meio, e peguei um dos remos; com uns golpes enérgicos, coloquei a canoa de volta no rumo certo e seguimos pra frente. Estou já acostumado a esses ventos malucos, repentinos e violentos; foi por isso, na verdade, que desisti dos meus experimentos de velejar em canoa no Vale do Assu.
Então, a partir deste segundo dia de aventuras, sem dispor mais do varejão (meu "brinquedo" divertido), voltarei a utilizar exclusivamente o remo como meio de propulsão.
O percurso diário de aproximadamente 12 km é moleza, não tendo obstáculos no meio do caminho, desdobrando-se sinuosamente na várzea, entre uma alta margem do rio e outra.
Duas breves pausas ainda de manhã e depois pausa longa, no meio do caminho, num local bem legal para acampar se quiser, de repente, outra vez.
Lanchamos com doce de banana, rapadura e cacau, mais biscoitos integrais de centeio: uma gostosura.
Às três da tarde, saímos remando devagar e, após outra paradinha, às 16h20 chegamos ao Campo L. Eu disse estar com vontade de fundar uns novos campos, mas não vou escolher um local diferente para pernoitar que não seja tão bom quanto aquele que já conheço.
Encontramos o Campo L limpo e pronto para o uso, assim como o deixamos, com abundante lenha seca à disposição. Acendi logo um fogo pequeno para preparar um chá de gengibre com limão, que tomei sentado na canoa, com os pés na água, ao crepúsculo.
Armado o acampamento, reavivei a chama do fogo e preparei uma bela sopa de legumes (alho, tomate, cenoura, batatinha, coentro, repolho) e na última hora quebrei dentro da sopa dois ovos e misturei bem até obter um caldinho grosso e cremoso.
Depois do jantar, antes de deitar na rede, fiquei mais uma meia horinha na cadeirinha baixa, pensando nisso e naquilo e admirando o Vale do Assu em versão noturna, todo feito de varias tonalidades de silhuetas escuras e o céu num clarão cinza, com a Lua já gigante, quase cheia

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